Eu trago na caneta todas as cores,
Riscando teu nome pela madrugada.
Tateando a modelagem da tua derme com todas as palavras.
Todas! E mais esta que tua boca calou aos beijos.
Sussurrando ao teu ouvido as mentiras que nos interessam.
Só as convenientes... Lógico!
Não desperdiçarei nossa eternidade em embustes.
Nossa escuridão: o instante infinito, perene, calmo.
Palpável escuridão.
Queima as retinas o sal do suor:
O suor do desejo, o sal da vida.
Corpos ficam ofegantes e encrespados com a proximidade:
Nervoso! Palavras se libertam junto às salivas.
A escuridão se mistifica em nossos braços.
Abrasadora escuridão.
Devorarei tua carne nessa minha vontade faminta.
Vontade carnívora que procura a imensidão dos teus entalhes.
Corrompo a cobiça por tua carne com minha caneta de múltiplas cores.
Na escuridão minha caneta reluz:
Ela quer alumiar o teu nome;
Ela que riscar de versos o finito avesso dos nossos corpos.
Na mansidão da minha alma eu gravarei o teu nome:
Tatuando com o ardor dos teus beijos a minha fome.
Dos grafites da escuridão eu levantei este verso:
Faminto; ósseo; ruído e teu.
Na cumplicidade das nossas bocas eu risquei até a escuridão.
Adeus escuridão, a Deus.
Para quem gosta de poesias. Postarem e comentarem os poemas meus ou de outros autores.
capa
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sentimentos ( ou isso é amor)
As vaidades saltam aos olhos,
certas palavras destroem o amor.
Vejo que todas as vertigens foram só maldades da alma,
Todas as vertigens foram crueldades.
Concluo que o amor é uma cortesã de pernas escancaradas,
que de tão esburacadas percebem-se as entranhas...
Penetro sem medo, rasgando a pele e transcendendo barreiras orgânicas,
por entre as pernas, dentro e fora, até me esvair em tremor.
Num vai-e-vem pulsante, um compasso binário, até desfalecer-me em seiva.
Ufa! É o fim de mais uma batalha de veias.
E depois de lavada: o amor há de cobra seu preço.
Quaisquer trinta moedas de prata saciam a ânsia egoísta, pagam as ilusões cedidas.
Mas calma! Observo tudo, imito.
Concluo que me venderia por menos.
Aprendo tudo, e enquanto gozo:
formulo minhas teorias de caos.
A minha alma é carnívora, corrói os tecidos, descolorando imensidão.
Descoberta todas as vergonhas da cara:
outra masturbação de sonhos a contrair-me os nervos, a aliviar-me os desejos.
certas palavras destroem o amor.
Vejo que todas as vertigens foram só maldades da alma,
Todas as vertigens foram crueldades.
Concluo que o amor é uma cortesã de pernas escancaradas,
que de tão esburacadas percebem-se as entranhas...
Penetro sem medo, rasgando a pele e transcendendo barreiras orgânicas,
por entre as pernas, dentro e fora, até me esvair em tremor.
Num vai-e-vem pulsante, um compasso binário, até desfalecer-me em seiva.
Ufa! É o fim de mais uma batalha de veias.
E depois de lavada: o amor há de cobra seu preço.
Quaisquer trinta moedas de prata saciam a ânsia egoísta, pagam as ilusões cedidas.
Mas calma! Observo tudo, imito.
Concluo que me venderia por menos.
Aprendo tudo, e enquanto gozo:
formulo minhas teorias de caos.
A minha alma é carnívora, corrói os tecidos, descolorando imensidão.
Descoberta todas as vergonhas da cara:
outra masturbação de sonhos a contrair-me os nervos, a aliviar-me os desejos.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Chupa!
Era o falo inerte, sem uso aparente para o pejo.
Paguei! Chupa com a alma... Com força, mas não morda.
Quero esvaziar o imo da raiva, as veias do monóxido.
Quero gritar a luxuria das minhas vontades.
Acima de tudo: quero que você chupe!
A vida se finda em segundos eternos.
Na chupada o tempo para, paralisa precedendo o gozo.
Eu pago, pagaria a essência das tuas entranhas escancaradas.
Então foda o mundo com suas pernas abertas.
Eu quero garantias de uma gozada perfeita e gostosa.
E que o dinheiro não seja meu vírus nem meu algoz,
Mas que sejamos eternos em quanto duro.
Duro... Chupa até fenecer-me em êxtase.
O tempo não acabou: pago a atenção; pago o ego;
Pago a velocidade da obscenidade... Puta que pariu alado!
Quero-te mal dizer só pra mostrar que sou cruel.
Sem carinho nem conversa... Entope a boca.
Eu pago: então chupa!
Gozei!
Paguei! Chupa com a alma... Com força, mas não morda.
Quero esvaziar o imo da raiva, as veias do monóxido.
Quero gritar a luxuria das minhas vontades.
Acima de tudo: quero que você chupe!
A vida se finda em segundos eternos.
Na chupada o tempo para, paralisa precedendo o gozo.
Eu pago, pagaria a essência das tuas entranhas escancaradas.
Então foda o mundo com suas pernas abertas.
Eu quero garantias de uma gozada perfeita e gostosa.
E que o dinheiro não seja meu vírus nem meu algoz,
Mas que sejamos eternos em quanto duro.
Duro... Chupa até fenecer-me em êxtase.
O tempo não acabou: pago a atenção; pago o ego;
Pago a velocidade da obscenidade... Puta que pariu alado!
Quero-te mal dizer só pra mostrar que sou cruel.
Sem carinho nem conversa... Entope a boca.
Eu pago: então chupa!
Gozei!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Talvez
Talvez fosse amor.
Talvez coragem de chorar de rir.
Talvez fosse meu medo batendo forte e gritante no âmago,
Ruindo os vitrais do inferno e diluindo o demônio em versos.
Talvez...
Só sei que tentei fugir do condicional.
Sei das armadilhas, das ruas cinza, desse chão riscado de giz.
Sei que você fica bem sobre esses tons de cinza e seus olhos negros.
Sei que há amores que só enxergam os dividendos.
Sei que fico melhor junto a tua boca.
Talvez amor...
Talvez meu amor só seja contemplação.
Talvez imaginação, imagem em ação.
E eu procuro algo novo que me traga satisfação.
Talvez amor...
Não sei, só espero que teu sorriso nunca canse da minha voz.
Pois a vida ainda vale o sorriso que tenho pra te dar.
Talvez
Talvez coragem de chorar de rir.
Talvez fosse meu medo batendo forte e gritante no âmago,
Ruindo os vitrais do inferno e diluindo o demônio em versos.
Talvez...
Só sei que tentei fugir do condicional.
Sei das armadilhas, das ruas cinza, desse chão riscado de giz.
Sei que você fica bem sobre esses tons de cinza e seus olhos negros.
Sei que há amores que só enxergam os dividendos.
Sei que fico melhor junto a tua boca.
Talvez amor...
Talvez meu amor só seja contemplação.
Talvez imaginação, imagem em ação.
E eu procuro algo novo que me traga satisfação.
Talvez amor...
Não sei, só espero que teu sorriso nunca canse da minha voz.
Pois a vida ainda vale o sorriso que tenho pra te dar.
Talvez
domingo, 17 de janeiro de 2010
Rabisco
Paredes orgânicas riscadas, encardidas de suor.
Alma caiada pra lavar.
Alma colorida de folguedos.
Quero aparentar a serenidade louca dos outros.
Queria mesmo era ter rabiscado teu nome em carne crua:
Podre; talhado; ardente; amargosa feito cachaça.
Tua carne... Queria ter riscado meus versos na tua pele nua:
Ausente; pó; frigida; incisiva feito navalha cega...
Penetrou a dimensão da alma e espírito.
Talhou minha carne morta. Vivo de tintas.
Sonhos feitos de desenhos não aquarelam o céu.
Corpos rabiscados do barro celeste.
No teu corpo-chama edificaria sonhos de poeira e vento:
Restos do nada.
As almas não traduzem/diferenciam o que é solitude ou solidão.
Num rabisco imenso e transitivo:
Riscava no teu corpo meu infinito.
Tatuado, versos não mentem jamais.
Suor lagrima e desejo:
São as tintas que uso para colorir o meu rabisco.
Alma caiada pra lavar.
Alma colorida de folguedos.
Quero aparentar a serenidade louca dos outros.
Queria mesmo era ter rabiscado teu nome em carne crua:
Podre; talhado; ardente; amargosa feito cachaça.
Tua carne... Queria ter riscado meus versos na tua pele nua:
Ausente; pó; frigida; incisiva feito navalha cega...
Penetrou a dimensão da alma e espírito.
Talhou minha carne morta. Vivo de tintas.
Sonhos feitos de desenhos não aquarelam o céu.
Corpos rabiscados do barro celeste.
No teu corpo-chama edificaria sonhos de poeira e vento:
Restos do nada.
As almas não traduzem/diferenciam o que é solitude ou solidão.
Num rabisco imenso e transitivo:
Riscava no teu corpo meu infinito.
Tatuado, versos não mentem jamais.
Suor lagrima e desejo:
São as tintas que uso para colorir o meu rabisco.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Estes versos de raiva
Nestes versos vim cantar minha vida,
Meu retrato sem cor, minha voz sem paz.
Alimento-me da desordem,
Do caos cósmico e coletivo dos seres errantes.
Nas minhas veias correm sangue caótico.
Sangue misturado a partículas de chumbo
Partículas colhidas da atmosfera.
E eu as respiro densas,
Até os pulmões incharem do metal pesado.
Coloquei sal na cavidade que outrora era o coração.
Eu grito mais alto.
Nestes versos vomito a raiva cega,
Escarrada pelas linhas do papel ou em teu rosto que seja.
Quero que todos vejam os eruptus de sangue...
...jorrados por minha esferográfica.
Tumores de ódio, palavras que não manifestam paz.
Exclamei um último agouro moribundo:
A boca bradou teu nome.
Não sei se por amor, tédio ou prazer... Nada.
Nada é só uma palavra que minha ira traduz,
Mistifico tudo em versos. E estes versos não passam de nada.
Já diz Bandeira: “escrevo versos como quem morre”.
Meu retrato sem cor, minha voz sem paz.
Alimento-me da desordem,
Do caos cósmico e coletivo dos seres errantes.
Nas minhas veias correm sangue caótico.
Sangue misturado a partículas de chumbo
Partículas colhidas da atmosfera.
E eu as respiro densas,
Até os pulmões incharem do metal pesado.
Coloquei sal na cavidade que outrora era o coração.
Eu grito mais alto.
Nestes versos vomito a raiva cega,
Escarrada pelas linhas do papel ou em teu rosto que seja.
Quero que todos vejam os eruptus de sangue...
...jorrados por minha esferográfica.
Tumores de ódio, palavras que não manifestam paz.
Exclamei um último agouro moribundo:
A boca bradou teu nome.
Não sei se por amor, tédio ou prazer... Nada.
Nada é só uma palavra que minha ira traduz,
Mistifico tudo em versos. E estes versos não passam de nada.
Já diz Bandeira: “escrevo versos como quem morre”.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Equilíbrio
Quem sou: sou uma forma que deve ter ou anteceder um porquê
O que sou não é quantificado por dados ou caracteres.
O que sou não é qualificado por adjetivos de outrem.
Sou e busco o desequilíbrio, o inconcluso do amanhã.
Na vida não há espaços para o depois.
O antes, o pretérito, o equilíbrio.
Só há espaço para o confuso agora...
Quero a eternidade do segundo.
Num segundo a eternidade me trai, se vai, atrai.
Quero o beijo manchado num chupão vermelho.
Se for pra morrer: não neste segundo desequilibrado.
Se for pra viver: quero um segundo de esperança em cada eternidade.
A eternidade é liberta nos gritos da alma, solta nas encruzilhadas da vida.
A eternidade está nos entalhos da boca amada.
Os covardes perdem a vez de berrar a verdade.
Os covardes teimam na lentidão da razão.
Os covardes equilibram.
Mas o desequilíbrio vem da força da nossa verdade,
Vem das verdades que escolhemos para caminharmos em torno.
A eternidade só alcança quem quer viver em desequilíbrio.
Quem sou: bom, não perco a vez de berrar a verdade.
O que sou: caminho num passo sem direção rumo ao desequilíbrio.
O que sou não é quantificado por dados ou caracteres.
O que sou não é qualificado por adjetivos de outrem.
Sou e busco o desequilíbrio, o inconcluso do amanhã.
Na vida não há espaços para o depois.
O antes, o pretérito, o equilíbrio.
Só há espaço para o confuso agora...
Quero a eternidade do segundo.
Num segundo a eternidade me trai, se vai, atrai.
Quero o beijo manchado num chupão vermelho.
Se for pra morrer: não neste segundo desequilibrado.
Se for pra viver: quero um segundo de esperança em cada eternidade.
A eternidade é liberta nos gritos da alma, solta nas encruzilhadas da vida.
A eternidade está nos entalhos da boca amada.
Os covardes perdem a vez de berrar a verdade.
Os covardes teimam na lentidão da razão.
Os covardes equilibram.
Mas o desequilíbrio vem da força da nossa verdade,
Vem das verdades que escolhemos para caminharmos em torno.
A eternidade só alcança quem quer viver em desequilíbrio.
Quem sou: bom, não perco a vez de berrar a verdade.
O que sou: caminho num passo sem direção rumo ao desequilíbrio.
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