Ser de conformação anômala. Congrego em meus traços a arrogância infeliz dos desprovidos de rigidez formal.
Mísero em vaidade e truculento ao tato.
Herdei dos meus genitores os cromossomos macambúzios que desfiguram meu fenótipo.
Os genótipos foram se desfiando de prole em prole, até culminar nessa degeneração horrenda que me reviram as entranhas só de pensar.
Vejo minha cara translúcida, os pelos por fazer que crescem em meio aos desgostos.
Leve caminhar do tempo a lembrar que minhas células oxidam. Moam com a perda d’água.
A disposição orgânica já é falha: os tecidos se sobrepujam em lipóides, numa vazo construção de enzimas clivadas.
De forma anatômica sou uma galhardia, de maneira psíquica me assombro com o pensar, na exteriorização desses, uma excrescência, um eruptu que fede.
Percebo em meus olhos a incapacidade, o infinitesimal amor que me adstringe ao compassivo,
Este é o escasso em que me prendo. Estou mais para lombricóide, ou restos de poeira do cosmos que encontraram fluido vivido e eclodiram nessa criatura mefistofélica e sorumbática.
Na fagia da vida se vai minha arcada, a agrupação dos meus átomos erram, incandescem na pestilência subversiva do viver, e eu embalo a morte, tapeando-a com quinhões de concupiscência e entorpecentes.
Minha vida é uma afita que estruge a boca, mal cheirando e atraindo os vermes (ou quem quer que seja).
Os insetos agouram a precipitação, são seres ansiosos por se queimarem com a luz, tragando os vapores queimantes dos lumes, fustigando as asas.
Eu sou este inseto furtivo, este instante de falso milagre inglório e fugaz que se traduz no nada existencial, em versos famélicos e brancos de tão caquéticos.
Meu espírito ainda é incorruptível, sopro divino que me benze em meio às moléstias.
Na minha costela falta um talho, insensatez letífera das minhas migalhas decrépitas e corroídas pelo monóxido.
Discrepância individual, ofuscada e invisível. O mundo me faz de latrina.
Deus não falhe como os genomas dos meus pais.
Para quem gosta de poesias. Postarem e comentarem os poemas meus ou de outros autores.
capa
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Coletivo
Apertado, conglomerado de viventes que se amoldam aos espaços deste retângulo metálico.
Que se assemelha de tão cáustico ao inferno.
Os corpos se talham, transpiram o calor da freqüentação física, da devassidão da alma.
Suando com toda contigüidade massiva dos ligamentos que se expandem e se contraem, no entrelaçar dos movimentos corpóreos que me desfalecem em fascínios.
Alguns seres suam o fedor acrimonioso do mormaço do tempo.
Uma fedentina que combusta as narinas, e embrulha as tripas.
Nas confusões de gêneros: não anistio os que são díspares dos feios.
A fêmea pega no ferro e mordisca os lábios, pede pra passar... Bate, arrasta seus peitos em meu dorso, amolga minha tez entre o abrasivo e sua carniça tísica e esplendorosa.
Todos se esfregam devido à eficácia da inércia que nos enrijece.
Que seja eterno enquanto duro. Duro... Duro é o amofino, os semblantes e o falo.
Timidamente me vergo para que ninguém perceba o volume pretensioso da minha maldade.
Toda minha dor vertebral foi provocada pelo inchaço da tua pelve.
Minha alucinação concupiscência tudo.
Peles desnudas, magrezas epiteliais a mostra. Uma perturbação de idéias me vem angustiar os sentidos. E estes, exclamam minha turgescência visual. E logo depois transformá-lo-ei em atos solitários de uma compensação manual.
Moça! Deixa-me lamber tua boca, ventre e vulva?
Quero por a língua dentro da tua embocadura.
Meus olhos se acham nos decotes, na circunferência das tuas ancas de cachorra de esquina.
Minha parada, o coletivo descarrega os mortais feitos dejetos na latrina.
Vão minhas vontades em suas carcaças, num conúbio de prazer e o sal do meu suor vertido em litros de fluidos orgânicos que perdi.
E só de encostar todos os meus membros em vocês (braços, pernas e...) nos moldes dos seus aconchegos, chego ao meu destino desfalecido fisicamente, mas emocionalmente revigorado.
Vou me arrastando por entre o corredor de corpos e luxúria, me friccionando pra ver se entro em vossas cavidades até chegar às vísceras. Sentindo olor de hormônios alucinógenos, proveniente dos entes que se abluíram impecavelmente antes de embarcarem nessa caixa de instantes perenes.
De tão edificado que esta o fálico, quase jaculo a abstração dos prazeres mortais de maneira precoce. Sigo entesado e deflagrando, dentro das vestimentas minhas ergue-se o adormecido patrimônio, outrora tombado ao bombordo. Tal elevo, me induz à imagens dos demais seres deste adstrito grupal.
E eu vos prometo não perdoar uma lembrança. Logo mais, cuspirei na mão esfregando as acepções da alma, gozando em vossas caras e agarrando vossas cinturas, acochando suas nádegas estremecendo minhas veias e rugas em preito a vós.
Com vossa licença, tenho que pegar outro sarro metalino, envernizando minha astucia por entre suas pernas. Saiam da frente, vou passar amassar e palpar. Até gozar em versos.
Lá vem o coletivo, e está apertado. Oba!
Que se assemelha de tão cáustico ao inferno.
Os corpos se talham, transpiram o calor da freqüentação física, da devassidão da alma.
Suando com toda contigüidade massiva dos ligamentos que se expandem e se contraem, no entrelaçar dos movimentos corpóreos que me desfalecem em fascínios.
Alguns seres suam o fedor acrimonioso do mormaço do tempo.
Uma fedentina que combusta as narinas, e embrulha as tripas.
Nas confusões de gêneros: não anistio os que são díspares dos feios.
A fêmea pega no ferro e mordisca os lábios, pede pra passar... Bate, arrasta seus peitos em meu dorso, amolga minha tez entre o abrasivo e sua carniça tísica e esplendorosa.
Todos se esfregam devido à eficácia da inércia que nos enrijece.
Que seja eterno enquanto duro. Duro... Duro é o amofino, os semblantes e o falo.
Timidamente me vergo para que ninguém perceba o volume pretensioso da minha maldade.
Toda minha dor vertebral foi provocada pelo inchaço da tua pelve.
Minha alucinação concupiscência tudo.
Peles desnudas, magrezas epiteliais a mostra. Uma perturbação de idéias me vem angustiar os sentidos. E estes, exclamam minha turgescência visual. E logo depois transformá-lo-ei em atos solitários de uma compensação manual.
Moça! Deixa-me lamber tua boca, ventre e vulva?
Quero por a língua dentro da tua embocadura.
Meus olhos se acham nos decotes, na circunferência das tuas ancas de cachorra de esquina.
Minha parada, o coletivo descarrega os mortais feitos dejetos na latrina.
Vão minhas vontades em suas carcaças, num conúbio de prazer e o sal do meu suor vertido em litros de fluidos orgânicos que perdi.
E só de encostar todos os meus membros em vocês (braços, pernas e...) nos moldes dos seus aconchegos, chego ao meu destino desfalecido fisicamente, mas emocionalmente revigorado.
Vou me arrastando por entre o corredor de corpos e luxúria, me friccionando pra ver se entro em vossas cavidades até chegar às vísceras. Sentindo olor de hormônios alucinógenos, proveniente dos entes que se abluíram impecavelmente antes de embarcarem nessa caixa de instantes perenes.
De tão edificado que esta o fálico, quase jaculo a abstração dos prazeres mortais de maneira precoce. Sigo entesado e deflagrando, dentro das vestimentas minhas ergue-se o adormecido patrimônio, outrora tombado ao bombordo. Tal elevo, me induz à imagens dos demais seres deste adstrito grupal.
E eu vos prometo não perdoar uma lembrança. Logo mais, cuspirei na mão esfregando as acepções da alma, gozando em vossas caras e agarrando vossas cinturas, acochando suas nádegas estremecendo minhas veias e rugas em preito a vós.
Com vossa licença, tenho que pegar outro sarro metalino, envernizando minha astucia por entre suas pernas. Saiam da frente, vou passar amassar e palpar. Até gozar em versos.
Lá vem o coletivo, e está apertado. Oba!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
O que vejo!
Poética alguma me expede da abstração sôfrega, disso que contratei que fosse viver.
O crepúsculo expandiu sua mantilha de fatuidade, me enredando em aleivosias que desesperadamente absorvi.
Dilatei a existência por entre palavras sujas e folhas truanescas de amor, pensando em aliciar o infinito, pra ver se capitalizava uma fidúcia que seja.
Subtraído em ser. Tornei-me este assombro de melancolias, lacrimejando pelo estrado as dores e desapontamentos que me tragaram ferozmente.
Estas consternações espreitavam-me desde a minha gênese, acariciavam a fronte, me engodando, e agora me fustigam com azougues insuportáveis.
Insaciado pelo infindo, anseio plenitudes impossíveis.
Sinto que a tristeza cotidianamente indica com um sorriso amarelejado e elastômero na face, os melhores candidatos dentre nós para jazerem em seu mando de placidez nuviosa.
Então me escolha! Da tua faceta hei de estouvado sorrir, do meu pálido sujeito um choro não cairá.
Esgotamento nos olhos, a catingueira vaticinou nas minhas linhas e expressões o traumatismo de uma biografia improlífica e fastidiosa.
Sombras demoníacas saem dos entulhos da minha alma, esquadrinho em vão cada destroço, quero encontrar um amor que mereça o meu.
Cá dentro d’alma uma magoa que o verso não que escrever, um travo que me molesta, bolinando a vivência até sangrar. Desesperadamente o verso rumina, quer sair, esbarra nos léxicos, é abafado por impropérios gramaticais que o matam. (vejo que não há verbetes que abreviem a dor).
Quero que amortizem o meu materialismo orgânico, mesmo que seja um esmolo de amor ínfimo e qualquer, e me guache em tons de furta coloração.
Por que eu sigo desabitado de sentimentos e baldado de clareado.
Vejo também, que não há demônios ou deus que me guarde. Vou uivar pra lua o meu ladrido, bebendo toda cachaça dedicada aos santos, de lama, cavo ou este que vos embala.
Nesta heresia verto minha narrativa, transcorrendo minha falação em letras que de tão secas conflagram meus deslumbramentos.
Morrendo do depauperamento da fibra ou do envelhecimento da textura, e não hei de levar uma nostalgia, nem detritos de fé.
Simplesmente deixo a escuridão me abraçar, me resignando de tudo pra gargalhar a cizânia dos meus dias.
O crepúsculo expandiu sua mantilha de fatuidade, me enredando em aleivosias que desesperadamente absorvi.
Dilatei a existência por entre palavras sujas e folhas truanescas de amor, pensando em aliciar o infinito, pra ver se capitalizava uma fidúcia que seja.
Subtraído em ser. Tornei-me este assombro de melancolias, lacrimejando pelo estrado as dores e desapontamentos que me tragaram ferozmente.
Estas consternações espreitavam-me desde a minha gênese, acariciavam a fronte, me engodando, e agora me fustigam com azougues insuportáveis.
Insaciado pelo infindo, anseio plenitudes impossíveis.
Sinto que a tristeza cotidianamente indica com um sorriso amarelejado e elastômero na face, os melhores candidatos dentre nós para jazerem em seu mando de placidez nuviosa.
Então me escolha! Da tua faceta hei de estouvado sorrir, do meu pálido sujeito um choro não cairá.
Esgotamento nos olhos, a catingueira vaticinou nas minhas linhas e expressões o traumatismo de uma biografia improlífica e fastidiosa.
Sombras demoníacas saem dos entulhos da minha alma, esquadrinho em vão cada destroço, quero encontrar um amor que mereça o meu.
Cá dentro d’alma uma magoa que o verso não que escrever, um travo que me molesta, bolinando a vivência até sangrar. Desesperadamente o verso rumina, quer sair, esbarra nos léxicos, é abafado por impropérios gramaticais que o matam. (vejo que não há verbetes que abreviem a dor).
Quero que amortizem o meu materialismo orgânico, mesmo que seja um esmolo de amor ínfimo e qualquer, e me guache em tons de furta coloração.
Por que eu sigo desabitado de sentimentos e baldado de clareado.
Vejo também, que não há demônios ou deus que me guarde. Vou uivar pra lua o meu ladrido, bebendo toda cachaça dedicada aos santos, de lama, cavo ou este que vos embala.
Nesta heresia verto minha narrativa, transcorrendo minha falação em letras que de tão secas conflagram meus deslumbramentos.
Morrendo do depauperamento da fibra ou do envelhecimento da textura, e não hei de levar uma nostalgia, nem detritos de fé.
Simplesmente deixo a escuridão me abraçar, me resignando de tudo pra gargalhar a cizânia dos meus dias.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Grunhidos de um bêbado pela madrugada de desamor
Tua boca vem me enganar, não permita que o excesso destes me cegue.
Meu pensamento se esvai na tragada do teu cigarro,
Teu cheiro de madrugada vem me prostituir de saudades.
Minha boca quis te beijar, mesmo com o teu paladar travento de vinho corrupto,
Que me narcotiza hepaticamente. E eu busquei esse acerbo pelos dilúculos das minhas veleidades.
Já é tarde, a bebida é candente, teu lacrimejo me suborna, mas que o vinho ludibriador.
Por uma pestanejada do acaso perdi o tempo do negro amor.
A minha raiva agora é contra o asfalto, meus sons de ódio amplifico rumo ao infinito pra ver se te amaldiçoou, com elocuções adejadas que impregnem os céus com nossas mediocridades.
Escrevo estes longos versos pra ninguém e toda bebida que verti faz-me passar mal.
Vem me oscule lentamente a fronte, é a véspera do teu escarro.
Ascenda mais um cigarro, mais um pra encandear a tua escarnecida boca. E não guarde nenhum instante de eternidade pra mim, nenhum minuto ou fidúcia, mas te agradeço pela angustia.
Por essas horas, você só amou a minha parte que a te convêm, agora cospe mais mentiras em mim.
Já que amplifiquei a dor, então escolha o tom pra me deformar em melancolias, te dei meu incomum, de você só mais etílico pra engolir.
A náusea por querer a tua boca, agora é análoga aos vermes errantes da cova frígida.
Mesmo assim, ainda rastejas em meus sonhos.
Quero mais bebida, preciso lubrificar meu lado social, precisava dizer que te amo, precisa desse engano.
Já que fumas: pegues teu isqueiro, e queimes estes versos que não merecem nem o nome de fezes.
Agora finalmente bêbado, vou enfiar o dedo goela abaixo até a divisa de alma e espírito.
Até vomitar cada lembrança.
Foram meus sonhos ceifados na baforada dos desenganos.
Mais uma dose, por favor, e junto traga um punhado de alegria.
Ou um remédio pra enganar a dor.
Meu pensamento se esvai na tragada do teu cigarro,
Teu cheiro de madrugada vem me prostituir de saudades.
Minha boca quis te beijar, mesmo com o teu paladar travento de vinho corrupto,
Que me narcotiza hepaticamente. E eu busquei esse acerbo pelos dilúculos das minhas veleidades.
Já é tarde, a bebida é candente, teu lacrimejo me suborna, mas que o vinho ludibriador.
Por uma pestanejada do acaso perdi o tempo do negro amor.
A minha raiva agora é contra o asfalto, meus sons de ódio amplifico rumo ao infinito pra ver se te amaldiçoou, com elocuções adejadas que impregnem os céus com nossas mediocridades.
Escrevo estes longos versos pra ninguém e toda bebida que verti faz-me passar mal.
Vem me oscule lentamente a fronte, é a véspera do teu escarro.
Ascenda mais um cigarro, mais um pra encandear a tua escarnecida boca. E não guarde nenhum instante de eternidade pra mim, nenhum minuto ou fidúcia, mas te agradeço pela angustia.
Por essas horas, você só amou a minha parte que a te convêm, agora cospe mais mentiras em mim.
Já que amplifiquei a dor, então escolha o tom pra me deformar em melancolias, te dei meu incomum, de você só mais etílico pra engolir.
A náusea por querer a tua boca, agora é análoga aos vermes errantes da cova frígida.
Mesmo assim, ainda rastejas em meus sonhos.
Quero mais bebida, preciso lubrificar meu lado social, precisava dizer que te amo, precisa desse engano.
Já que fumas: pegues teu isqueiro, e queimes estes versos que não merecem nem o nome de fezes.
Agora finalmente bêbado, vou enfiar o dedo goela abaixo até a divisa de alma e espírito.
Até vomitar cada lembrança.
Foram meus sonhos ceifados na baforada dos desenganos.
Mais uma dose, por favor, e junto traga um punhado de alegria.
Ou um remédio pra enganar a dor.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Pecados
Aqui... Com meus pensamentos desfalecidos e o falo circunstancialmente erigido, sou a prova vivaldina da exacerbação do aprazer e da tua beleza que me consome.
Teus traços sem explicações, definições ou sugestão, elevam mais a reticência da minha imaginação.
Vem cá, me engana os olhos, quero teu gosto de esquina, a poeira das tuas rugas,
Minha quente epiderme em tuas unhas, mergulhar nas profundezas do teu ser.
Baile em meus sonhos com teu perfume ludibriador de doces devaneios.
Nas tuas curvas minha volúpia vive. Nesse momento, meus desejos eu desconto com a palma da mão.
Nas ladeiras do teu aconchego minha mente se perde prostituida de desejos.
No aclive do teu lactário arde rústica inebries do corpo meu.
Em delírios, sigo embebido no sal do teu suor. Quero tua boca mil vezes, mas sempre como se fosse à primeira vez.
Teus tormentos não me fazem santo, e eu agora estático demais pra acordar em meio a sensações tão proibidas.
Quero que minha alma se desprenda do físico de tanto frêmito,
Meus nervos tremem, as carnes fervem, toda intensidade côncava e convexa da casualidade do talhe dos nossos corpos.
Vou gritar! Mata-me com pressa.
Os lábios se tocam, se molda consumido em tua derme, dentro e fora até ver o teu avesso, teu umbigo lambido, molhado na nervura do deleite. Suave e mordido no momento pré-gozo.
Oh...
De mim sai à viscosidade da vida, quente e suja derramada em teu ventre onde quero erguer a minha morada o meu jardim.
Mas era só outra punheta. Vou me lavar.
Teus traços sem explicações, definições ou sugestão, elevam mais a reticência da minha imaginação.
Vem cá, me engana os olhos, quero teu gosto de esquina, a poeira das tuas rugas,
Minha quente epiderme em tuas unhas, mergulhar nas profundezas do teu ser.
Baile em meus sonhos com teu perfume ludibriador de doces devaneios.
Nas tuas curvas minha volúpia vive. Nesse momento, meus desejos eu desconto com a palma da mão.
Nas ladeiras do teu aconchego minha mente se perde prostituida de desejos.
No aclive do teu lactário arde rústica inebries do corpo meu.
Em delírios, sigo embebido no sal do teu suor. Quero tua boca mil vezes, mas sempre como se fosse à primeira vez.
Teus tormentos não me fazem santo, e eu agora estático demais pra acordar em meio a sensações tão proibidas.
Quero que minha alma se desprenda do físico de tanto frêmito,
Meus nervos tremem, as carnes fervem, toda intensidade côncava e convexa da casualidade do talhe dos nossos corpos.
Vou gritar! Mata-me com pressa.
Os lábios se tocam, se molda consumido em tua derme, dentro e fora até ver o teu avesso, teu umbigo lambido, molhado na nervura do deleite. Suave e mordido no momento pré-gozo.
Oh...
De mim sai à viscosidade da vida, quente e suja derramada em teu ventre onde quero erguer a minha morada o meu jardim.
Mas era só outra punheta. Vou me lavar.
sábado, 8 de novembro de 2008
Cores de cão
Solidão, escolha as cores pra aquarela meu sofrer. Escolha!
É uma noite comum de um dia sem luz, cor, forma ou plasticidade.
E eu me esgueiro cambaleando de consternação pelos apertados esquadros que me prendem,
Esperando pelas mesclas cinza e negras que virão de posteridade.
Minha completude não esta no múltiplo.
Minha maldição é somar-me ao uno.
Junto às espessas camadas de tintas que mancham minha tela de ódio, raiva e desprezo aos demais.
E nestas maculas afogo-me, mergulho nesse desamor, nessa desventura azeda, sinto o gosto pútrido das improfícuas paixões.
Agrupo meus versos como quem agrupa cadáveres num campo de guerra.
Vou dissertando minha narrativa biográfica de dores por folhas outrora alvas,
Agora rabiscadas com as borras de óleo diesel insolúveis e quentes. Quero é que esbraseie meu viver, pago a cotação por tentar pintar de hílares tons o que sempre vai ser opaco.
Inevitavelmente falo de coisas evitáveis.
Por ainda respirar, as inspirações da alma me fazem suspirar.
Por não amar vou cheirando o rabo dos outros animais até me complementar.
E enquanto procuro amores escondidos, a solidão segue lambendo os pratos fundos ante as fuças minhas.
Eu que busco a coleira, sou forçado a revirar as latrinas em busca de alguma cor.
Então das profundezas uivo ao maldito amor.
Meus olhos de cão sem dono chisparão sempre em busca de mais enganação (solidão).
Estes versos declamo aos cães de rua.
É uma noite comum de um dia sem luz, cor, forma ou plasticidade.
E eu me esgueiro cambaleando de consternação pelos apertados esquadros que me prendem,
Esperando pelas mesclas cinza e negras que virão de posteridade.
Minha completude não esta no múltiplo.
Minha maldição é somar-me ao uno.
Junto às espessas camadas de tintas que mancham minha tela de ódio, raiva e desprezo aos demais.
E nestas maculas afogo-me, mergulho nesse desamor, nessa desventura azeda, sinto o gosto pútrido das improfícuas paixões.
Agrupo meus versos como quem agrupa cadáveres num campo de guerra.
Vou dissertando minha narrativa biográfica de dores por folhas outrora alvas,
Agora rabiscadas com as borras de óleo diesel insolúveis e quentes. Quero é que esbraseie meu viver, pago a cotação por tentar pintar de hílares tons o que sempre vai ser opaco.
Inevitavelmente falo de coisas evitáveis.
Por ainda respirar, as inspirações da alma me fazem suspirar.
Por não amar vou cheirando o rabo dos outros animais até me complementar.
E enquanto procuro amores escondidos, a solidão segue lambendo os pratos fundos ante as fuças minhas.
Eu que busco a coleira, sou forçado a revirar as latrinas em busca de alguma cor.
Então das profundezas uivo ao maldito amor.
Meus olhos de cão sem dono chisparão sempre em busca de mais enganação (solidão).
Estes versos declamo aos cães de rua.
domingo, 24 de agosto de 2008
O PASSO DO TEMPO
Meu embrião miserável vagou pelas apertadas paredes da pré-vida,
Rangendo a raiva do uno num agouro prévio dos mortais,
Eu vou seguindo a existência, arrancando pedaço por pedaço toda melancolia
Que se arrasta cotidianamente. Até descarnar os ossos.
A irrealidade cruel dos passos omissos desgastados pela oxidação das veias carcomidas pelo monóxido de carbono me bate a cara, deflora minha mente.
Vejo a exacerbação do dia, dos raios que torram minha pele cancerigenamente,
Vejo quão algozes são as luzes, e os sons a me desviar, vejo o tempo se esvair num passo descompassado rumo ao nada, ao desprazer de amar cada instante em vida.
Meu corpo já formado pedi uma alma.
Sem sonhos, quero que reste apenas a vida, e que doa cada momento.
Lanço ao inferno a gênese dos amores que hão, eu vaticino, sei vão me sangrar.
Mas nada faço, regozijo-me na dor, é a vida.
Crescem os tecidos, se estraga o fenótipo, meu choro agora é quente,
E minha carne reflete as pancadas da solidão,
Meus olhos deprecam o pútrido de uma compaixão mesmo que preguiçosa como o sono da morte.
Sei que é necessário coadunar meus restos aos restos de outrem,
Sem calmaria numa ressonância de almas coladas como uma patogenia psíquica.
Porém, descreio. O futuro está numa caixa retangular coberta de fenecidos dogmas amorosos. Sem fé o corpo viaja nas mentiras existências, na confusão dos desejos e prolixidade dos versos.
Quero um amor encarnado, que suje minha couraça de caluniadas verdades inglórias,
Mas não há verdades, só um velho embirrento a empunhar o aguilhão da morte bradando sempre o mesmo grito de desilusão ceifando amores que não vivi,
Queimando minha biografia como um feto estéril.
E desfalecido e inerte sou a prova viva desse mundo cão.
Rangendo a raiva do uno num agouro prévio dos mortais,
Eu vou seguindo a existência, arrancando pedaço por pedaço toda melancolia
Que se arrasta cotidianamente. Até descarnar os ossos.
A irrealidade cruel dos passos omissos desgastados pela oxidação das veias carcomidas pelo monóxido de carbono me bate a cara, deflora minha mente.
Vejo a exacerbação do dia, dos raios que torram minha pele cancerigenamente,
Vejo quão algozes são as luzes, e os sons a me desviar, vejo o tempo se esvair num passo descompassado rumo ao nada, ao desprazer de amar cada instante em vida.
Meu corpo já formado pedi uma alma.
Sem sonhos, quero que reste apenas a vida, e que doa cada momento.
Lanço ao inferno a gênese dos amores que hão, eu vaticino, sei vão me sangrar.
Mas nada faço, regozijo-me na dor, é a vida.
Crescem os tecidos, se estraga o fenótipo, meu choro agora é quente,
E minha carne reflete as pancadas da solidão,
Meus olhos deprecam o pútrido de uma compaixão mesmo que preguiçosa como o sono da morte.
Sei que é necessário coadunar meus restos aos restos de outrem,
Sem calmaria numa ressonância de almas coladas como uma patogenia psíquica.
Porém, descreio. O futuro está numa caixa retangular coberta de fenecidos dogmas amorosos. Sem fé o corpo viaja nas mentiras existências, na confusão dos desejos e prolixidade dos versos.
Quero um amor encarnado, que suje minha couraça de caluniadas verdades inglórias,
Mas não há verdades, só um velho embirrento a empunhar o aguilhão da morte bradando sempre o mesmo grito de desilusão ceifando amores que não vivi,
Queimando minha biografia como um feto estéril.
E desfalecido e inerte sou a prova viva desse mundo cão.
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