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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sentimentos ( ou isso é amor)

As vaidades saltam aos olhos,
certas palavras destroem o amor.
Vejo que todas as vertigens foram só maldades da alma,
Todas as vertigens foram crueldades.
Concluo que o amor é uma cortesã de pernas escancaradas,
que de tão esburacadas percebem-se as entranhas...
Penetro sem medo, rasgando a pele e transcendendo barreiras orgânicas,
por entre as pernas, dentro e fora, até me esvair em tremor.
Num vai-e-vem pulsante, um compasso binário, até desfalecer-me em seiva.
Ufa! É o fim de mais uma batalha de veias.
E depois de lavada: o amor há de cobra seu preço.
Quaisquer trinta moedas de prata saciam a ânsia egoísta, pagam as ilusões cedidas.
Mas calma! Observo tudo, imito.
Concluo que me venderia por menos.
Aprendo tudo, e enquanto gozo:
formulo minhas teorias de caos.
A minha alma é carnívora, corrói os tecidos, descolorando imensidão.
Descoberta todas as vergonhas da cara:
outra masturbação de sonhos a contrair-me os nervos, a aliviar-me os desejos.

6 comentários:

quesia disse...

Nossa que intenso.
Como deve ser a vida, intensa e significada>

Rafael Rodrigo disse...

nossa, fico feliz que alguém tenha gostado disso kkkk valeu em menina

Anônimo disse...

ei ficou massa esse poema, meio safado mas ta bom.

Rafael Rodrigo disse...

bem, eu queria falar sobre a intensidade das coisas, fugaz!

quesia disse...

pois é ja dizia Camelo" é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai alem do que se VÊ"num é fácil exergar e lembar de não substimar o óbvio...

Rafael Rodrigo disse...

quesia, vc foi profunda agora em, camelo é o cara.